terça-feira, fevereiro 20, 2007

Alerta ao Povo Madeirense

28 anos a governar? Sabem quanto tempo um presidente da República o pode ser? Também sei que não está previsto na lei o tempo de governação da região autónoma da Madeira mas como devem perceber, se a tendência de voto não se altera durante quase 3 décadas não é porque as políticas sempre foram boas, é porque este "sr." vos esconde as más políticas que tem realizado.
E já agora, ninguém ridiculariza o "Tio A. João", ele é que faz as figuras tristes que estão bem documentadas no YouTube e em outros pontos de livre comunicação.
A sua demissão não representa mais do que a vontade de reforçar o seu poder. Se o país tem um défice excessivo a Madeira também tem de contribuir. Não se esqueçam que o vosso "Tio" disse que a entrada na União Europeia foi um erro. Mas se não fossem esses fundos vocês não eram a segunda mais rica região autónoma. Ou vão-me dizer que uma ilha sobrevive só com turismo? Quanta indústria vocês têm? Quantas Universidades? Quando os estudantes madeirenses vêm
para o continente para a universidade recebem 5 vezes mais bolsa do que um estudante do continente.
Como notam não falo do PIB, não o conheço tal como vocês. A Madeira é um offshore. Ninguém consegue saber quanto entra e quanto sai, ou seja, não sabem o "rendimento" da Região Autónoma da Madeira.

A. João Jardim

Olhe que já vamos a caminho de 2008...

Matrecos

E eu a pensar que até me "desenrascava" a jogar matraquilhos.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Referendo ao Aborto

“Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?”

Esta pergunta pode ser dividida em 4 problemas que se cruzam entre si:
1º "Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez...?"
Todas as pessoas a quem se faz esta parte da pergunta dizem que sim. Porquê? Porque não passa pela cabeça de alguém que após o sofrimento, causado por um aborto a uma mulher, esta tenha de ser exposta a um julgamento feito por pessoas que provavelmente não passaram pelas privações que esta mulher sofreu. Só ela sabe porque o fez e não tem capacidade para convencer nenhum juiz.

2º "... se realizada por opção da mulher...?"
Será que é só uma opção da mulher? Não deve ser só a mulher a decidir fazer um aborto, o pai também deve ter uma palavra a dizer quanto à vida ou morte de um ser criado por si e ambos devem ser penalizados ou despenalizados.

3º "... nas primeiras dez semanas...?"
Porquê dez semanas? Um ser existe quando o seu coração começa a bater? Um ser existe quando mexe o primeiro orgão? Um ser existe quando pensa?
Descartes dizia "Penso, logo, existo" - Pelos vistos é muito fácil esquecermo-nos desta frase. Para mim o problema está em saber quando é que o feto começa a pensar. E isto talvez nunca se venha a descobrir, já que ninguém pode saber se outra pessoa está a pensar.
Também há quem ache que um humano se torna ser quando começa a sentir dor. A Associação Médica Americana chegou à conclusão que um feto só sente dor nos últimos meses de gestação.

4º "... em estabelecimento de saúde legalmente autorizado...?"
Nesta parte da pergunta também acho que ninguém discorda. O aborto em clínicas ilegais é um risco para as mulheres que tomam a decisão de abortar. Se fosse feito num estabelecimento de saúde, público ou privado mas com todas as condições necessárias para o socorro das mulheres caso algo corra mal, as mulheres não correriam tantos riscos. Há quem ache que isto é facílitismo... Eu diria Humanismo!

Na minha opinião a pergunta é muito complexa, tem duas vantagens e duas desvantagens. Mas pensemos antes de tomar posição por um dos lados. Será que seria necessário mudar a pergunta? Retirar partes da pergunta? Acrescentar se's? Etc...

As pessoas que se dizem muito católicas sabem que se cometermos um pecado seremos julgados por Deus... Não acham que em vez de julgarmos estas mães... e pais... não era melhor criar condições para que não haja necessidade de se fazerem abortos? Quem tem essa responsabilidade são os governos, por isso são os governantes que devem ser julgados (no lugar certo) por todos nós. Por outro lado, a nossa responsabilidade e Humanidade não se esgota em pagarmos impostos para o governo ajudar os mais necessitados. Também nós devemos olhar menos para os nossos umbigos e ajudar quem está ao nosso lado, talvez um vizinho, muitas vezes os sobrinhos, os filhos, os netos, etc...
Esta situação não acontece só aos outros, um dia pode-nos cair em cima.

Já que não há outra pergunta temos duas hipóteses: votar em branco ou votar sim e esperar que o governo e nós próprios tomemos medidas para que não seja necessário fazer aborto.
Parem com as campanhas a favor ou contra a "despenalização do aborto", não faz sentido gastar milhares de Euros em campanhas absurdas quando há tanta gente que necessita desse dinheiro para não ter o impulso de abortar. Até agora só vi pessoas que se preocupam em defender um dos lados em prol de dinheiro das campanhas ou de visibilidade. Elas próprias sabem que a sua opção em algum ponto perde coerência.

Esta questão é de consciência... para ser sincero estou indeciso. Tenho medo de passar um cheque em branco ao Governo. Não digo isto por ser da direita, nem da esquerda, nem de lado nenhum.
Se o Governo tem capacidade para retirar Portugal da lama financeira também devia ter capacidade para investir na VIDA. A taxa de natalidade cada vez é mais baixa. A população está a envelhecer. As reformas progressivamente absorvem mais riqueza. Se conseguirem inverter essa situação também terão ganhos económicos.

Sim à VIDA, Não à Penalização!

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Ética e Deontologia Profissional

Estatuto da Ordem dos Engenheiros, decreto-lei 119/92 de 30 de Junho, ref.8 :

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deveres decorrentes do exercício da actividade profissional

art. 86 - Deveres do engenheiro para com a comunidade

  • 1 - É dever fundamental do engenheiro possuir uma boa preparação, de modo a desempenhar com competência as suas funções e contribuir para o progresso da engenharia e da sua melhor aplicação ao serviço da Humanidade.
  • 2 - O engenheiro deve defender o ambiente e os recursos naturais.
  • 3 - O engenheiro deve garantir a segurança do pessoal executante, dos utentes e do público em geral.
  • 4 - O engenheiro deve opor-se à utilização fraudulenta, ou contrária ao bem comum, do seu trabalho.
  • 5 - O engenheiro deve procurar as melhores soluções técnicas, ponderando a economia e a qualidade da produção ou das obras que projectar, dirigir ou organizar.

art. 87 - Deveres do engenheiro para com a entidade empregadora e para com o cliente

  • 1 - O engenheiro deve contribuir para a realização dos objectivos económico-sociais das organizações em que se integre, promovendo o aumento da produtividade, a melhoria da qualidade dos produtos e das condições de trabalho, com o justo tratamento das pessoas.
  • 2 - O engenheiro deve prestar os seus serviços com diligência e pontualidade, de modo a não prejudicar o cliente nem terceiros, nunca abandonando, sem justificação, os trabalhos que lhe forem confiados ou os cargos que desempenhar.
  • 3 - O engenheiro não deve divulgar nem utilizar segredos profissionais ou informações, em especial as científicas e técnicas obtidas confidencialmente no exercício das suas funções, salvo se, em consciência, considerar poderem estar em sério risco exigências de bem comum.
  • 4 - O engenheiro só deve pagar-se pelos serviços que tenha efectivamente prestado e tendo em atenção o seu justo valor.
  • 5 - O engenheiro deve recusar a sua colaboração em trabalhos cujo pagamento esteja subordinado à confirmação de uma conclusão predeterminada, embora esta circunstância possa influir na fixação da remuneração.
  • 6 - O engenheiro deve recusar compensações de mais de um interessado no seu trabalho quando possa haver conflitos de interesses ou não haja o consentimento de qualquer das partes.

art. 88 - Deveres do engenheiro no exercício da profissão

  • 1 - O engenheiro, na sua actividade associativa profissional, deve pugnar pelo prestígio da profissão e impor-se pelo valor da sua colaboração e por uma conduta irrepreensível, usando sempre de boa fé, lealdade e isenção, quer actuando individualmente, quer colectivamente.
  • 2 - O engenheiro deve opor-se a qualquer concorrência desleal.
  • 3 - O engenheiro deve usar da maior sobriedade nos anúncios profissionais que fizer ou autorizar.
  • 4 - O engenheiro não deve aceitar trabalhos ou exercer funções que ultrapassem a sua competência ou exijam mais tempo do que aquele de que disponha.
  • 5 - O engenheiro só deve assinar pareceres, projectos ou outros trabalhos profissionais de que seja autor ou colaborador.
  • 6 - O engenheiro deve emitir os seus pareceres profissionais com objectividade e isenção.
  • 7 - O engenheiro deve, no exercício de funções públicas, na empresa e nos trabalhos ou serviços em que desempenhar a sua actividade, actuar com a maior correcção e de forma a obstar a discriminações ou desconsiderações.
  • 8 - O engenheiro deve recusar a sua colaboração em trabalhos sobre os quais tenha de se pronunciar no exercício de diferentes funções ou que impliquem situações ambíguas.

art. 89 - Dos deveres recíprocos dos engenheiros

  • 1 - O engenheiro deve avaliar com objectividade o trabalho dos seus colaboradores, contribuindo para a sua valorização e promoção profissionais.
  • 2 - O engenheiro apenas deve reinvidicar o direito de autor quando a originalidade e a importância relativas da sua contribuição o justifiquem, exercendo esse direito com respeito pela propriedade intelectual de outrem e com as limitações impostas pelo bem comum.
  • 3 - O engenheiro deve prestar aos colegas, desde que solicitada, toda a colaboração possível.
  • 4 - O engenheiro não deve prejudicar a reputação profissional ou as actividades profissionais de colegas, nem deixar que sejam menosprezados os seus trabalhos, devendo quando necessário, apreciá-los com elevação e sempre com salvaguarda da dignidade da classe.
  • 5 - O engenheiro deve recusar substituir outro engenheiro, só o fazendo quando as razões dessa substituição forem correctas e dando ao colega a necessária satisfação.

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sábado, dezembro 16, 2006

Declive Gravitico (Gravity Hill)


O declive gravítico (também conhecido como estrada gravítica) é um lugar onde a disposição dos elementos físicos que compõem o local produzem uma ilusão óptica que faz com que uma pequena subida pareça ser uma descida. O efeito mais notado é o de um automóvel desengrenado que sobe a estrada da colina sozinho.
Existem centenas de declives gravíticos em todo o Mundo e entre eles está o de Sintra. Numa estrada que vai do Guincho para a Malveira da Serra. Nunca lá passei mas dizem que acontece, por isso estou ansioso por ir experimentar.
Algumas pessoas acham que este fenómeno pertence ao misticismo que existe acerca de Sintra, outras pensam que se deve a um suposto efeito Magnético. Sinceramente não sei qual das opções é a mais parva.
1º - Porque é que os supostos "fantasmas" se dariam ao trabalho de empurrar um automóvel que pesa à volta de 1 tonelada, ainda por cima numa subida? Só se forem doidos ou então se quiserem desentorpecer os músculos há muito comidos pelas larvas...
2º - Se existe um campo magnético ele provém do solo. Pelo que ouvi dizer as rochas de Sintra não tem características magnéticas devido à sua origem. Se houvesse esse tal campo este teria uma direcção perpendicular ao solo e o automóvel devia ficar parado mas mais junto ao solo e nunca andar nem para a frente nem para trás. A água não é atraída por campos magnéticos, logo, quando despejássemos uma garrafa de água ou mesmo quando chovesse a água deveria descer a colina e nunca seguir o mesmo trajecto que o automóvel.
Gostava que este exemplo de suposto fenómeno paranormal fizesse com que as pessoas após o primeiro "susto" não saíssem por aí a espalhar boatos e mitos mas sim investigassem os fenómenos. Não acreditem em tudo o que os vossos sentidos vos indicam e muito menos naquilo em que não vêem.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Paranormal



Para quem acredita em fenómenos paranormais recomendo este video.
Aconselho que o vejam e depois visitem um site que contém as críticas e os comentários feitos exclusivamente para este filme.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Motor Radial

MotoRedutor

Câmaras de Combustão

O Futuro é agora!





Vejam o que é possível fazer com um simples software.
Já não é necessário gastar milhares de € para desenhar e montar um motor, basta uma boa equipa de desenhadores. Se tiverem algum site vosso, com desenhos feitos por vocês, que queiram partilhar, enviem o site para o meu e-mail ou então comentem este post.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Agradecimentos (Projecto Entregue)

No início deste projecto deparámos com algumas dificuldades principalmente em relação ao modo de funcionamento das turbinas eólicas. A escolha deste projecto não teve só em consideração os fundamentos apreendidos por nós ao longo do bacharelato em Engenharia Mecânica mas também, a nossa curiosidade e interesse pelas Energias Renováveis, particularmente pela Energia Eólica. Como para calcular os esforços aplicados nos elementos mecânicos da turbina era necessário ter conhecimentos de Aerodinâmica, socorremo-nos dos Professores Engenheiros Rui d’Aguiar, João Sabino e Paulo Santamaria Gouveia. Esta foi das maiores dificuldades com que deparámos já que nenhum de nós tinha frequentado a cadeira de Aerodinâmica. Mas, para consolidar a ajuda dada pelos professores, consultámos diversos endereços de Internet e livros existentes na biblioteca do ISEL. Elementos que são identificados na Bibliografia deste trabalho.

Em relação à Mecânica de Materiais também tivemos o auxílio de alguns Professores, numerem-se os Engenheiros Chaves e Sousa, Casimiro Pinto, Silva Neves e Afonso Leite. Com a experiência destas pessoas foi possível perceber o porquê da utilização de diversos componentes e suas respectivas características técnicas.

No que toca ao software e ferramentas utilizadas temos um especial agradecimento aos Encarregados de Trabalhos Ricardo Freitas, Carlos Simões, Paulo Caldeira e Tiago Figueiredo. Sem eles não era possível a aprendizagem rápida de praticamente todos os softwares utilizados no projecto.

Por ser um Projecto que abrange todas as cadeiras e ferramentas utilizadas ao longo da nossa formação a nível do Ensino Superior, nomeadamente no ISEL, e por se tratar de um trabalho que praticamente é um TFC (Trabalho de Final de Curso – Bacharelato) aproveitamos a oportunidade para agradecer o apoio dos nossos familiares e dos nossos amigos ao longo de toda a nossa formação.

Projecto realizado por:
- Ricardo Reis
- Gonçalo Santos

quarta-feira, novembro 01, 2006

Energia Nuclear

Vantagens:
- É uma forma de energia que não emite nenhum gás de efeito estufa (dióxido de carbono, metano e óxido nitroso), nem nenhum gás causador de chuvas ácidas (dióxido de enxofre e óxido de nitrogénio); - Não emite nenhum metal carcinogênico, teratogênico ou mutagênico (arsénio, mercúrio, chumbo e cádmio); - Não liberta gases ou partículas que causem poluição urbana ou diminuição da camada de ozono.

Desvantagens:
- A construção dos reactores tem custos muito elevados;
- É uma energia de custos elevados devido aos sistemas de emergência, de contenção de resíduos radioactivos e de armazenamento;
- As consequências de acidente são catastróficas. Por exemplo o acidente de Chernobyl, em 1986, causou inúmeras mortes e vastas zonas foram contaminadas pela radioactividade;
- Risco de fugas de radiação dos reactores mesmo bem isolados;
- A água que arrefece os reactores por vezes aparece com elevados níveis de radioactividade;
- Acumulação de lixos radioactivos.

Eu sou contra a implementação deste tipo de energia no nosso país, acho que sendo Portugal um país de dimensões tão reduzidas era um erro estarmos a condenar uma área significativa única e exclusivamente aos efeitos nefastos da produção de energia nuclear.
Em relação à segurança acho que neste momento, se um país quer implementar centrais de energia nuclear tem de ter meios para controlar a segurança destas infra-estruturas. Portugal não tem, por exemplo, meios de força-aérea suficientemente eficazes para prevenir ataques terroristas. Sei que há muitas pessoas com opiniões diferentes da minha e por isso peço para que comentem este post.

Aquecimento por Energia Solar

A obrigação de instalar painéis solares nos edifícios destinados a habitação, decidida pelo Governo a 26-01-2006 na habitual reunião de Conselho de Ministros, vai permitir poupar mais de metade da factura de gás ou de electricidade das famílias.

As contas são simples. A energia solar, numa aplicação básica, serve essencialmente para aquecimento de águas. Este factor corresponde a cerca de 70% do consumo de gás numa habitação. Levando em linha de conta que a energia solar térmica é 80% mais barata que a electricidade ou o gás, a poupança ronda os 56%.


Mas as contas, para serem certas, têm de ter ainda em linha de conta a instalação do equipamento. "Hoje em dia, para uma família de três ou quatro pessoas, um painel solar custa à volta dos 1900 a 2000 euros". O investimento corresponde ao aquecimento de uma caldeira de cerca de 200/250 litros, considerada suficiente para um agregado do tamanho referido. E isto numa habitação unifamiliar, já que se se tratar de um edifício de condomínio a factura para cada habitação poderá baixar para 1500 euros, devido à economia de escala. Já uma família de 6 a 7 pessoas necessita de uma caldeira de 300 litros, cujo investimento, em termos solares, rondará os 2500 a 3000 euros. De realçar ainda que actualmente os kits solares já vêm equipados com resistências eléctricas ou caldeiras a gás ou gasóleo para apoiar dias sem sol.


A amortização do investimento também está estudada. "Se estiver a substituir gás butano [de garrafa] por energia solar, o investimento está pago em 5 ou 6 anos". Como actualmente as melhores marcas garantem uma utilização do equipamento, sem necessidade de qualquer intervenção, de cerca de 15 anos, "estamos a falar de cerca de dez anos de energia «à borla»". Se a substituição em causa for sobre electricidade ou gás natural, acrescenta-se um ano à amortização, ou seja, entre seis a sete. Refira-se ainda que a energia solar térmica está actualmente taxada a 12% de IVA (IVA reduzido), sendo o investimento inicial passível de abatimento à colecta de IRS, até um máximo de 700 euros ou 30% dos gastos totais.

Actualmente, a energia solar térmica - a que é vulgarmente instalada em edifícios de habitação e serviços - só está preparada para colmatar as necessidades de aquecimento de águas e ambiente, mas, dentro de pouco tempo, pode-se falar em fazer frio... através do Sol. No INETI está-se a preparar uma tecnologia que permite substituir o compressor de electricidade que é utilizado nos frigoríficos, e estima-se que dentro de um ou dois anos isso esteja disponível. A tecnologia já existe mas apenas aplicada a grandes infraestruturas. O desafio é pô-la ao serviço do cliente doméstico.

Outra questão é saber como é que o sector da construção vai adaptar-se à nova legislação. Recorde-se que a energia solar térmica voltou a ocupar a actualidade devido à indicação governamental de que, em breve, deverá estar pronta legislação que obrigue a que todos os edifícios novos ou requalificados tenham apoio desse género de equipamentos. Há duas maneiras de resolver o problema. "Ou os construtores deixam os edifícios prontos para instalação de painéis ou são eles próprios que contratam empresas do sector", sendo que a compra directa ao fabricante poderá trazer economias relevantes. No que diz respeito ao preço final para o comprador de uma fracção (apartamento), o incremento de preço é irrelevante. Estamos a falar de 2000 euros, no máximo, num apartamento que pode rondar os 150 mil a 200 mil euros.

A Energia das Águas

Em Portugal o potencial de aproveitamento de energia minihídrica está distribuído por todo o território nacional, com maior concentração no Norte e Centro do país.

O Decreto-Lei n.º 189/88 de 27 de Maio, abriu a actividade de produção independente de energia eléctrica a pessoas singulares ou colectivas públicas ou privadas, com o limite de 10 MW de potência instalada. Desde então até 1994 foram licenciados 120 empreendimentos de utilização de água para produção de energia. Destes 120 até a data apenas 44 estão em funcionamento, representando um total de 170 MW de potência instalada e uma produção de 550 GWh/ano.

Tendo em conta as antigas concessões, 34 minihídricas com uma potência total de 30 MW e 100 GWh/ano, e ainda 20 do SENV (Sistema Eléctrico Não Vinculado-Grupo EDP) com 56 MW e produtividade de 165 GWh/ano, o total de aproveitamento minihídrico situa-se actualmente em 98 centrais que correspondem a 256 MW de potência instalada e uma produção 815 GWh/ano.

No entanto, nos últimos anos tem vindo a ser muito reduzido o número de candidaturas, isto devido a vários factores como:
- dificuldades nos processos de licenciamento, onde intervêm uma série de entidades diferentes sem coordenação entre elas. - dificuldades na ligação à rede eléctrica por insuficiências da mesma. - a falta de critérios objectivos para a emissão de pareceres das diversas entidades. - restrições ambientais, em certos locais com potencial exploratório o impacte ambiental ou a legislação podem inviabilizar estes projectos. - a falta de recursos humanos face ao número de pedidos, leva a que os processos se tornem morosos.

Maior Central Fotovoltaica da Europa

A Central Fotovoltaica da Amareleja (Moura) vai finalmente avançar. Depois de vários adiamentos e da sua viabilização ter chegado a ser posta em causa, o Governo anunciou ontem que decidiu entregar a licença de estabelecimento para produção de energia eléctrica, pondo em marcha um investimento de mais de 400 milhões de euros.

A central, que está projectada para ser, aquando da sua inauguração em 2006, a maior do mundo no género, esteve em risco devido a divergências sobre encargos e subsidiação. Em nota de agenda para as redacções, o Ministério da Economia não explica o que é que entretanto foi possível avançar para se chegar ao anúncio agora efectuado. As divergências prendiam-se com a instalação industrial associado à produção energética, nível de subsidiação adstrito - recorde-se que, de entre as energias renováveis, a foto-voltaica é a mais cara - e problemas com o limite administrativo para produção de energia deste género. O anterior governo subiu esse limite dos 50 megawatts (MW) até 150 MW, mas mesmo assim os projectos já existentes ou assinalados por investidores privados (na sua grande maioria estrangeiros) ultrapassam esse limite. A Central da Amareleja, segundo dados recentes, deverá estar preparada para produzir 62 MW de potência.


Portugal chegou a ter problemas com este projecto da Amareleja, já que existem outros alternativos, nomeadamente para ocupar as desactivadas Minas de São Domingos. O projecto da Amareleja, para além de criar emprego numa zona deprimida, aproveita uma das zonas da Europa com maior exposição solar, a qual ronda as 3000 horas por ano, em média.

Luz Verde para a Energia Eólica

Está dada a "luz verde" para a instalação de 1200 megawatts de potência eólica em Portugal e autorizada a construção de sete fábricas para a produção de aerogeradores no nosso país. O presidente da Eólicas de Portugal diz que se trata do mais importante projecto industrial.

A partir de agora a Eólicas de Portugal pode começar a construir as sete fábricas, cinco das quais em Viana do Castelo, e a instalar os 48 parques por todo o país. É um projecto gigantesco que vai investir perto de 1.700 milhões de euros e criar 1.800 empregos directos e mais de 5 mil indirectos por ano.


As fábricas vão fazer a produção integral de 150 aerogeradores de última geração por ano, sendo que 60% se destina à exportação. Em pleno funcionamento será produzida energia que equivale ao consumo doméstico de um quarto da população portuguesa. Mesmo assim no futuro o preço da energia não vai custar menos.


segunda-feira, outubro 16, 2006

O que faz um Eng. Mecânico?

Os engenheiros mecânicos e os engenheiros técnicos mecânicos efectuam estudos e elaboram pareceres sobre a construção de máquinas, equipamentos, instalações e sistemas mecânicos, concebem e dirigem a sua execução e elaboram pareceres sobre o seu funcionamento, manutenção e reparação ou estudam e elaboram pareceres sobre os aspectos tecnológicos e particulares de determinados materiais, produtos ou processos.

Para saberes mais clica no título deste post.
Se tiveres curiosidade em relação a outras profissões clica aqui.

terça-feira, outubro 10, 2006

Guiados por Incompetentes


Em Portugal, 28 por cento da energia e 59 por cento da electricidade são consumidas na utilização e funcionamento quotidiano dos edifícios. E grande parte desta energia alimenta os sistemas de climatização, na maioria das vezes eléctricos, aplicados no interior dos edifícios para proporcionar conforto térmico. Os números são da Quercus lançou um alerta quanto à forma como se constrói no território nacional. E os custos, ambientais e económicos, que os maus projectos acarretam. A associação ambientalista considera que o trabalho dos arquitectos está na base, para o bem e para o mal, do desempenho ambiental dos edifícios. “É evidente que se torna impossível projectar todas as edificações viradas a sul”, disse ao METRO Aline Delgado, responsável da Quercus e também arquitecta. No entanto, existem outros princípios a adoptar, de forma a criar prédios “termicamente mais eficientes”. Evitar grandes fachadas envidraçadas — como é comum observar-se nas zonas mais recentes das grandes cidades, colocar sombreamento (estores) no lado exterior dos vidros e usar equipamentos que aproveitem energias renováveis são algumas das propostas.
Fonte: Elsa Páscoa - COM LUSA

Gostaria de perguntar como é que ultrapassaremos os problemas que temos no nosso país quando as principais e mais prestigiadas Instituições de Portugal, que deveriam ser os primeiros a investigar e a proibir situações como estas, não o fazem e ainda por cima são os principais responsáveis por estas atrocidades ambientais.
Por exemplo a segunda mais importante Universidade de Engenharia em Portugal (IST) construiu, no seu próprio espaço, duas torres vidradas que vão contra qualquer esforço de aumento de eficiência energética. Para além da sua arquitectura estar completamente fora de contexto. Prova disso foi o facto d
o campus da Alameda perder o seu estatuto de património arquitectónico do Estado.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Auto-Flagelo em nome do Petróleo


Parece que afinal a ajuda dada pelos Estados Unidos ao Afeganistão não foi um erro mas sim uma oportunidade de fazerem novos amigos. Quando digo Estados Unidos digo Serviços Secretos americanos já que os seus habitantes não passam de ovelhas que seguem o seu "pastor" (Bush) "empurrados" pelos seus "cães" (Serviços Secretos). Algumas pessoas podem não acreditar no documentário "911 Loose Change", outras até podem não ter visto mas uma coisa é certa - a administração Bush ainda não desmentiu com provas as evidências relatadas nesta investigação.
Segundo o documentário, a administração Bush e os serviços secretos planearam o ataque ao WTC e ao Pentágono tendo como álibi Ossama Bin Laden e objectivo o regresso ao Iraque.
Para quem ainda não viu o filme disponibilizo aqui alguns links:
http://www.loose-change-911.com/download.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Loose_Change_(video)

Não pertençam a nenhum rebanho, informem-se e tenham a vossa opinião.