quarta-feira, novembro 01, 2006

Energia Nuclear

Vantagens:
- É uma forma de energia que não emite nenhum gás de efeito estufa (dióxido de carbono, metano e óxido nitroso), nem nenhum gás causador de chuvas ácidas (dióxido de enxofre e óxido de nitrogénio); - Não emite nenhum metal carcinogênico, teratogênico ou mutagênico (arsénio, mercúrio, chumbo e cádmio); - Não liberta gases ou partículas que causem poluição urbana ou diminuição da camada de ozono.

Desvantagens:
- A construção dos reactores tem custos muito elevados;
- É uma energia de custos elevados devido aos sistemas de emergência, de contenção de resíduos radioactivos e de armazenamento;
- As consequências de acidente são catastróficas. Por exemplo o acidente de Chernobyl, em 1986, causou inúmeras mortes e vastas zonas foram contaminadas pela radioactividade;
- Risco de fugas de radiação dos reactores mesmo bem isolados;
- A água que arrefece os reactores por vezes aparece com elevados níveis de radioactividade;
- Acumulação de lixos radioactivos.

Eu sou contra a implementação deste tipo de energia no nosso país, acho que sendo Portugal um país de dimensões tão reduzidas era um erro estarmos a condenar uma área significativa única e exclusivamente aos efeitos nefastos da produção de energia nuclear.
Em relação à segurança acho que neste momento, se um país quer implementar centrais de energia nuclear tem de ter meios para controlar a segurança destas infra-estruturas. Portugal não tem, por exemplo, meios de força-aérea suficientemente eficazes para prevenir ataques terroristas. Sei que há muitas pessoas com opiniões diferentes da minha e por isso peço para que comentem este post.

Aquecimento por Energia Solar

A obrigação de instalar painéis solares nos edifícios destinados a habitação, decidida pelo Governo a 26-01-2006 na habitual reunião de Conselho de Ministros, vai permitir poupar mais de metade da factura de gás ou de electricidade das famílias.

As contas são simples. A energia solar, numa aplicação básica, serve essencialmente para aquecimento de águas. Este factor corresponde a cerca de 70% do consumo de gás numa habitação. Levando em linha de conta que a energia solar térmica é 80% mais barata que a electricidade ou o gás, a poupança ronda os 56%.


Mas as contas, para serem certas, têm de ter ainda em linha de conta a instalação do equipamento. "Hoje em dia, para uma família de três ou quatro pessoas, um painel solar custa à volta dos 1900 a 2000 euros". O investimento corresponde ao aquecimento de uma caldeira de cerca de 200/250 litros, considerada suficiente para um agregado do tamanho referido. E isto numa habitação unifamiliar, já que se se tratar de um edifício de condomínio a factura para cada habitação poderá baixar para 1500 euros, devido à economia de escala. Já uma família de 6 a 7 pessoas necessita de uma caldeira de 300 litros, cujo investimento, em termos solares, rondará os 2500 a 3000 euros. De realçar ainda que actualmente os kits solares já vêm equipados com resistências eléctricas ou caldeiras a gás ou gasóleo para apoiar dias sem sol.


A amortização do investimento também está estudada. "Se estiver a substituir gás butano [de garrafa] por energia solar, o investimento está pago em 5 ou 6 anos". Como actualmente as melhores marcas garantem uma utilização do equipamento, sem necessidade de qualquer intervenção, de cerca de 15 anos, "estamos a falar de cerca de dez anos de energia «à borla»". Se a substituição em causa for sobre electricidade ou gás natural, acrescenta-se um ano à amortização, ou seja, entre seis a sete. Refira-se ainda que a energia solar térmica está actualmente taxada a 12% de IVA (IVA reduzido), sendo o investimento inicial passível de abatimento à colecta de IRS, até um máximo de 700 euros ou 30% dos gastos totais.

Actualmente, a energia solar térmica - a que é vulgarmente instalada em edifícios de habitação e serviços - só está preparada para colmatar as necessidades de aquecimento de águas e ambiente, mas, dentro de pouco tempo, pode-se falar em fazer frio... através do Sol. No INETI está-se a preparar uma tecnologia que permite substituir o compressor de electricidade que é utilizado nos frigoríficos, e estima-se que dentro de um ou dois anos isso esteja disponível. A tecnologia já existe mas apenas aplicada a grandes infraestruturas. O desafio é pô-la ao serviço do cliente doméstico.

Outra questão é saber como é que o sector da construção vai adaptar-se à nova legislação. Recorde-se que a energia solar térmica voltou a ocupar a actualidade devido à indicação governamental de que, em breve, deverá estar pronta legislação que obrigue a que todos os edifícios novos ou requalificados tenham apoio desse género de equipamentos. Há duas maneiras de resolver o problema. "Ou os construtores deixam os edifícios prontos para instalação de painéis ou são eles próprios que contratam empresas do sector", sendo que a compra directa ao fabricante poderá trazer economias relevantes. No que diz respeito ao preço final para o comprador de uma fracção (apartamento), o incremento de preço é irrelevante. Estamos a falar de 2000 euros, no máximo, num apartamento que pode rondar os 150 mil a 200 mil euros.

A Energia das Águas

Em Portugal o potencial de aproveitamento de energia minihídrica está distribuído por todo o território nacional, com maior concentração no Norte e Centro do país.

O Decreto-Lei n.º 189/88 de 27 de Maio, abriu a actividade de produção independente de energia eléctrica a pessoas singulares ou colectivas públicas ou privadas, com o limite de 10 MW de potência instalada. Desde então até 1994 foram licenciados 120 empreendimentos de utilização de água para produção de energia. Destes 120 até a data apenas 44 estão em funcionamento, representando um total de 170 MW de potência instalada e uma produção de 550 GWh/ano.

Tendo em conta as antigas concessões, 34 minihídricas com uma potência total de 30 MW e 100 GWh/ano, e ainda 20 do SENV (Sistema Eléctrico Não Vinculado-Grupo EDP) com 56 MW e produtividade de 165 GWh/ano, o total de aproveitamento minihídrico situa-se actualmente em 98 centrais que correspondem a 256 MW de potência instalada e uma produção 815 GWh/ano.

No entanto, nos últimos anos tem vindo a ser muito reduzido o número de candidaturas, isto devido a vários factores como:
- dificuldades nos processos de licenciamento, onde intervêm uma série de entidades diferentes sem coordenação entre elas. - dificuldades na ligação à rede eléctrica por insuficiências da mesma. - a falta de critérios objectivos para a emissão de pareceres das diversas entidades. - restrições ambientais, em certos locais com potencial exploratório o impacte ambiental ou a legislação podem inviabilizar estes projectos. - a falta de recursos humanos face ao número de pedidos, leva a que os processos se tornem morosos.

Maior Central Fotovoltaica da Europa

A Central Fotovoltaica da Amareleja (Moura) vai finalmente avançar. Depois de vários adiamentos e da sua viabilização ter chegado a ser posta em causa, o Governo anunciou ontem que decidiu entregar a licença de estabelecimento para produção de energia eléctrica, pondo em marcha um investimento de mais de 400 milhões de euros.

A central, que está projectada para ser, aquando da sua inauguração em 2006, a maior do mundo no género, esteve em risco devido a divergências sobre encargos e subsidiação. Em nota de agenda para as redacções, o Ministério da Economia não explica o que é que entretanto foi possível avançar para se chegar ao anúncio agora efectuado. As divergências prendiam-se com a instalação industrial associado à produção energética, nível de subsidiação adstrito - recorde-se que, de entre as energias renováveis, a foto-voltaica é a mais cara - e problemas com o limite administrativo para produção de energia deste género. O anterior governo subiu esse limite dos 50 megawatts (MW) até 150 MW, mas mesmo assim os projectos já existentes ou assinalados por investidores privados (na sua grande maioria estrangeiros) ultrapassam esse limite. A Central da Amareleja, segundo dados recentes, deverá estar preparada para produzir 62 MW de potência.


Portugal chegou a ter problemas com este projecto da Amareleja, já que existem outros alternativos, nomeadamente para ocupar as desactivadas Minas de São Domingos. O projecto da Amareleja, para além de criar emprego numa zona deprimida, aproveita uma das zonas da Europa com maior exposição solar, a qual ronda as 3000 horas por ano, em média.

Luz Verde para a Energia Eólica

Está dada a "luz verde" para a instalação de 1200 megawatts de potência eólica em Portugal e autorizada a construção de sete fábricas para a produção de aerogeradores no nosso país. O presidente da Eólicas de Portugal diz que se trata do mais importante projecto industrial.

A partir de agora a Eólicas de Portugal pode começar a construir as sete fábricas, cinco das quais em Viana do Castelo, e a instalar os 48 parques por todo o país. É um projecto gigantesco que vai investir perto de 1.700 milhões de euros e criar 1.800 empregos directos e mais de 5 mil indirectos por ano.


As fábricas vão fazer a produção integral de 150 aerogeradores de última geração por ano, sendo que 60% se destina à exportação. Em pleno funcionamento será produzida energia que equivale ao consumo doméstico de um quarto da população portuguesa. Mesmo assim no futuro o preço da energia não vai custar menos.


segunda-feira, outubro 16, 2006

O que faz um Eng. Mecânico?

Os engenheiros mecânicos e os engenheiros técnicos mecânicos efectuam estudos e elaboram pareceres sobre a construção de máquinas, equipamentos, instalações e sistemas mecânicos, concebem e dirigem a sua execução e elaboram pareceres sobre o seu funcionamento, manutenção e reparação ou estudam e elaboram pareceres sobre os aspectos tecnológicos e particulares de determinados materiais, produtos ou processos.

Para saberes mais clica no título deste post.
Se tiveres curiosidade em relação a outras profissões clica aqui.

terça-feira, outubro 10, 2006

Guiados por Incompetentes


Em Portugal, 28 por cento da energia e 59 por cento da electricidade são consumidas na utilização e funcionamento quotidiano dos edifícios. E grande parte desta energia alimenta os sistemas de climatização, na maioria das vezes eléctricos, aplicados no interior dos edifícios para proporcionar conforto térmico. Os números são da Quercus lançou um alerta quanto à forma como se constrói no território nacional. E os custos, ambientais e económicos, que os maus projectos acarretam. A associação ambientalista considera que o trabalho dos arquitectos está na base, para o bem e para o mal, do desempenho ambiental dos edifícios. “É evidente que se torna impossível projectar todas as edificações viradas a sul”, disse ao METRO Aline Delgado, responsável da Quercus e também arquitecta. No entanto, existem outros princípios a adoptar, de forma a criar prédios “termicamente mais eficientes”. Evitar grandes fachadas envidraçadas — como é comum observar-se nas zonas mais recentes das grandes cidades, colocar sombreamento (estores) no lado exterior dos vidros e usar equipamentos que aproveitem energias renováveis são algumas das propostas.
Fonte: Elsa Páscoa - COM LUSA

Gostaria de perguntar como é que ultrapassaremos os problemas que temos no nosso país quando as principais e mais prestigiadas Instituições de Portugal, que deveriam ser os primeiros a investigar e a proibir situações como estas, não o fazem e ainda por cima são os principais responsáveis por estas atrocidades ambientais.
Por exemplo a segunda mais importante Universidade de Engenharia em Portugal (IST) construiu, no seu próprio espaço, duas torres vidradas que vão contra qualquer esforço de aumento de eficiência energética. Para além da sua arquitectura estar completamente fora de contexto. Prova disso foi o facto d
o campus da Alameda perder o seu estatuto de património arquitectónico do Estado.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Auto-Flagelo em nome do Petróleo


Parece que afinal a ajuda dada pelos Estados Unidos ao Afeganistão não foi um erro mas sim uma oportunidade de fazerem novos amigos. Quando digo Estados Unidos digo Serviços Secretos americanos já que os seus habitantes não passam de ovelhas que seguem o seu "pastor" (Bush) "empurrados" pelos seus "cães" (Serviços Secretos). Algumas pessoas podem não acreditar no documentário "911 Loose Change", outras até podem não ter visto mas uma coisa é certa - a administração Bush ainda não desmentiu com provas as evidências relatadas nesta investigação.
Segundo o documentário, a administração Bush e os serviços secretos planearam o ataque ao WTC e ao Pentágono tendo como álibi Ossama Bin Laden e objectivo o regresso ao Iraque.
Para quem ainda não viu o filme disponibilizo aqui alguns links:
http://www.loose-change-911.com/download.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Loose_Change_(video)

Não pertençam a nenhum rebanho, informem-se e tenham a vossa opinião.

sexta-feira, setembro 08, 2006

Projecto


Finalmente consigo ver uma luz ao fim do tunel, a parte 3D do projecto está praticamente finalizada. Espero que esta imagem demonstre que Eng. Mecânica não é só automóveis.
Desejo um bom início de ano lectivo a todos os estudantes.
P.S.: Não desesperem com Bolonha, um dia lá chegaremos como deve de ser... Por enquanto o nosso objectivo é fazer cadeiras e mais cadeiras. Boa sorte a todos!

terça-feira, julho 25, 2006

Como criar grandes economias


No mesmo dia em que o Presidente norte-americano, George W. Bush, ordenou o envio de ajuda humanitária para o Líbano em navios e helicópteros sabe-se também que está contra o cessar-fogo imediato. Sabe-se também, através de uma estação de rádio israelita (Aruts 7), que os Estados Unidos decidiram fornecer a Israel bombas "inteligentes" que permitem perfurar "bunkers". Estas bombas serão transferidas da base norte-americana em El-Eydid. Como é que a economia americana não há-de ter sucesso? Eles têm políticas de acção-reacção que só provocam a desgraça dos outros povos do Mundo. Por vezes as coisas correm mal, como foi o caso do Afeganistão, em que os EUA treinaram e armaram as guerrilhas Afegãs para se defenderem dos russos. Embora tenham feito um bom negócio com a venda desse armamento tiveram como retorno a queda de duas torres simbólicas mas, mais uma vez, quem sofreu com isso foi o resto do Mundo, que viu a sua economia totalmente desfeita de um momento para o outro. Com o pretexto do terrorismo anda a tentar alcançar outro objectivo, retomar a sua economia com o petróleo proveniente do Iraque. Veremos o que acontece com a Coreia do Norte e o Irão...
Em relação ao Protocolo de Quioto é o que está à vista. Os países que neste momento enfrentam dificuldades na sua economia, como Portugal, são os mais sacrificados enquanto os EUA continuam a poluir o nosso planeta e a dizer que o aquecimento global não está directamente ligado às emissões de gases poluentes. Com a tecnologia que detêm já deviam ter automóveis com funcionamento a energias alternativas testados e a circular há muito mais tempo. Mas mais uma vez não lhes interessa, têm de vender o seu petróleo.
Sendo as Universidades norte-americanas as melhores a nível global será que não conseguem formar pessoas um "pouco" mais racionais? É estranho...

sexta-feira, julho 14, 2006

Médias descem em relação a 2005


Segundo dados oficias divulgados hoje pelo Ministério da Educação, dos 28 exames com maior número de inscritos, oito registaram uma média negativa, abaixo dos 9,5 valores numa escala de 0 a 20.
Em 2005, a Matemática já tinha apresentado os piores resultados, mas este ano o cenário foi ainda mais negro, já que a taxa de reprovação à disciplina subiu de 31 para 40%, o valor mais elevado entre todas as cadeiras sujeitas a exame.

No "ranking" das piores médias seguem-se as provas de Física (programa antigo), com 6,9 valores, menos três do que no ano passado, e Química (programa novo), com o mesmo resultado.
No extremo oposto da tabela, Desenho e Geometria Descritiva B é o exame com a melhor média (13,0), seguida de Teoria do Design, com 12,8 valores, a prova com os resultados mais elevados no ano passado.
A classificação no exame nacional vale 30% para a nota final das disciplinas do 12º ano e oscila entre os 35 e os 50% para a nota de candidatura ao ensino superior.
Agência Lusa

Numa sociedade em que cada passo do governo é criticado diariamente, aqui está uma notícia que realmente interessa ler e reflectir duas vezes. Sendo o principal objectivo do governo formar e dar emprego a licenciados, ao ler esta notícia penso que o governo está mesmo a andar para trás. Sinceramente não esperava isto! Como é que se podem formar licenciados que possam contribuir para o desenvolvimento tecnológico se para entrar para as universidades é necessário notas, nos exames das disciplinas específicas, iguais ou superiores a 10 (nos politécnicos 9,5) quando disciplinas como a matemática e a fisíca apresentam médias destas?
Por outro lado, posso dizer que tenho muitos colegas que entraram com notas de específicas inferiores a 9,5 e que estão a acabar o bacharelato em Engenharia Mecânica, sendo este curso superior um dos mais exigentes em relação à matemática e à fisíca.
Algo está mal então, se os alunos chegam ao ensino superior e têm capacidades para aprender e passar a estas cadeiras porque é que no secundário são tão maus? Acho que a resposta é óbvia: os professores do 2º e 3º ciclo e do ensino secundário não sabem cativar e motivar os seus alunos para este tipo de disciplinas. Mais uma vez a culpa é da impunidade dada aos trabalhadores da função pública.
Numa era em que existem cada vez mais professores saídos das universidades (e não só) no desemprego, há que avaliar este sector da sociedade. Neste país nada se faz sem o "chicote na mão". Deve ser por termos saído à relativamente pouco tempo do salazarismo. Por outro lado, a fiscalização e consequente avaliação não é possível se a corrupção continuar a prosperar. Este é o principal problema deste país.

Ricardo Reis 14/07/2006

quinta-feira, julho 13, 2006

Equipa mais empolgante: Portugal

Foi preciso esperar apenas quatro minutos para sentir um cheirinho da criatividade e do bom futebol luso. Luís Figo, o português mais internacional de todos os tempos, construiu uma jogada fantástica que permitiu a Pauleta, o melhor marcador de sempre, assinar o primeiro golo de Portugal na Copa do Mundo da FIFA e lançar a equipa para um torneio brilhante que entusiasmou adeptos em todo o planteta.

O primeiro jogo, frente a Angola, terá sido, até, o menos conseguido da equipa de Luiz Felipe Scolari, que se lançou, a partir de esse momento, para grandes exibições a nível técnico, mas também cheias de raça, vontade e determinação. E estes atributos foram reconhecidos pelos leitores do FIFAworldcup.com que, através da votação online, a escolheram como a Equipa Mais Empolgante Yahoo do Alemanha 2006.

Figo realizou, nesta competição os seus últimos jogos pela selecção das Quinas e a verdade é que o jogador do Inter de Milão fez uma despedida em beleza, fazendo nada menos que três assistências, num registo onde apenas faltou um golo. Mas Figo não foi o único a brilhar, bem antes pelo contrário. No meio-campo português renasceu Maniche, cuja qualidade de jogo e facilidade de remate o fizeram voltar a viver os momentos brilhantes do Europeu da UEFA 2004. O médio foi, ainda, o melhor marcador de Portugal neste campeonato do Mundo, com dois golos, ou melhor, dois grandes golos.

E, no ataque, Portugal teve um dos jogadores mais entusiasmantes, e também mais polémicos, do Mundial. A velocidade e a espontaneidade de Cristiano Ronaldo levaram ao desespero as defesas adversários e conduziram-no ao segundo lugar do prémio Melhor Jogador Jovem Gillette. Mas também lhe valeram algumas entradas duras por parte dos adversários e críticas à sua forma de jogar por parte de alguma imprensa, que o acusou de simular demasiadas faltas. Mostrando uma maturidade enorme para um jovem de 21 anos, Ronaldo respondeu a esses ataques com fintas e jogadas que, por vezes, roçaram a genialidade de um miúdo que ainda tem muitos Mundiais pela frente.

Portugal 1-3 Alemanha

sexta-feira, julho 07, 2006

Cristiano Ronaldo perde prémio de melhor jovem futebolista por "simulações"


Explicação da FIFA

O prémio de melhor jovem futebolista do Mundial Alemanha 2006 não foi atribuído a Cristiano Ronaldo devido aos "mergulhos e simulações" de falta, afirmou hoje o director do Grupo de Estudos Técnicos da FIFA, Holger Osieck.

O mesmo responsável disse que o jovem internacional português, que ficou em segundo lugar, atrás do alemão Lukas Podolski, pagou o preço do comportamento em campo, nomeadamente pelos seus "mergulhos e simulações".

"O 'fair-play' é um factor a ter em conta [na eleição]. Os jogadores devem ser modelos e é verdade que fomos um pouco críticos [em relação a Cristiano Ronaldo] neste aspecto", explicou Holger Osieck, sublinhando, no entanto, não ser correcto qualificá-lo como "batoteiro", já que é "um jovem jogador que pode cometer erros".

O director do Grupo de Estudos Técnicos da FIFA frisou que, além das qualidades técnicas, na altura de eleger o melhor jovem futebolista, foram também tidos em conta a forma de relacionamento com os adeptos, a eficiência e o tempo jogado.

"A nossa decisão está baseada em factos bem precisos e na actuação de um jogador numa competição, o Mundial em curso. Podolski ainda tem muito que aprender, mas é um jogador com futuro", afirmou Holger Osieck.

O responsável explicou, durante a conferência de imprensa, que Podolski foi titular nos primeiros seis jogos da Alemanha, tendo disputado um total de 565 dos 600 minutos possíveis, enquanto Ronaldo esteve em campo durante 395 minutos dos 575 disputados por Portugal.

Holger Osieck reconheceu que Cristiano Ronaldo perdeu no factor "fair-play" e que a sua contribuição para o Mundial Alemanha 2006 não foi tão importante como a de Podolski.

"Este prémio não é para o melhor e mais talentoso jogador, mas para o [jovem] jogador que realizou a melhor exibição no torneio", explicou ainda Osieck. "A eficiência do jogador foi tida em conta e os factos eram muito mais favoráveis a Podolski", concluiu o responsável da FIFA.

07.07.2006 - 18h48 Lusa

Governo cria laboratório vocacionado para energia e geologia

O ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, anunciou hoje a criação de um laboratório nacional vocacionado para a energia e a geologia, que trabalhará em articulação com as empresas do sector. A iniciativa está já incluída no caderno de encargos do concurso das eólicas.

Segundo Manuel Pinho, que falava no Porto na apresentação da Estratégia Nacional para a Energia, no campo da inovação será igualmente criado um fundo “com vários milhões de euros que permitirá afirmar Portugal como um centro de competências e de inovação nesta área de vanguarda tecnológica”.

Segundo fonte oficial do Ministério da Economia e da Inovação, o Governo destinará 35 milhões de euros a este fundo. O seu objectivo é financiar projectos de investigação estabelecidos entre empresas e universidades.

Durante a intervenção, o membro do Governo realçou a importância de Portugal preparar um futuro de menor dependência energética externa e de menores emissões de CO2. O objectivo terá que ser reduzir a dependência energética do exterior de 85 por cento de energia primária para 75 por cento, referiu.

O Governo quer ainda alcançar a meta de, em 2010, ter 39 por cento de energia eléctrica final com origem em fontes renováveis.
“O Governo já desempenhou o seu papel e agora é a vez da iniciativa privada”, sublinhou Manuel Pinho às dezenas de empresários presentes na sessão, que contou com os presidentes dos conselhos de administração da Galp Energia, José Marques Gonçalves, e da EDP, António Mexia.

O ministro da Economia e da Inovação presidiu hoje à conferência sobre Estratégia Nacional para Energia, no Porto, onde foram apresentados investimentos globais de 593 milhões de euros na área das energias alternativas, dos quais 343 milhões se destinam à criação do parque eólico Minho I, o maior da Europa.

O projecto, localizado na região do Vale do Minho e com um total de 240 megawatts (MW), é composto por cinco subparques e uma infra-estrutura eléctrica de ligação à rede nacional, contando com 120 torres eólicas de 2 MW de potência.

A produção bruta anual de energia será de 667 gigawatts e as emissões de dióxido de carbono (CO2) evitadas serão de 466 mil toneladas/ano. O projecto deverá estar concluído dentro de dois anos. Os parques eólicos de São Paio e Espiga e Arga foram outros projectos abordados na conferência.

Na área da biomassa florestal, a EDP-Bioeléctrica, detida em partes iguais pela EDP e pela Altri, apresentou o projecto de construção de sete centrais, cujo investimento estimado é de 250 milhões de euros. As centrais serão construídas nos distritos do Algarve, Santarém, Viseu, Braga, Castelo Branco (duas centrais) e outra entre Coimbra e Leiria.

De acordo com a Bioeléctrica, este projecto vai permitir criar emprego em zonas deprimidas, estimando-se que sejam criados 80 postos de trabalho directos e 600 indirectos. Este projecto, segundo a empresa, vai permitir diminuir o risco de incêndios, “criando condições para a limpeza de mais de 600 mil hectares de floresta”.

Uma das vantagens apontadas pelos responsáveis do projecto é a diminuição da dependência externa, evitando a importação anual de 80 milhões de metros cúbicos de gás natural, no valor de 15 milhões de euros.

Em relação às metas ambientais, a EDP-Bioeléctrica estima uma produção anual de 750 gigawatts e emissões evitadas de CO2 de 480 mil toneladas por ano. O projecto terá uma instalação de 120 MW e conta com um prazo de quatro anos para estar concluído (2006-2010).

07.07.2006 - 19h24 Lusa

Formação Tecnológica de Nível Secundário e de Nível Superior

Henrique Neto, Presidente do conselho de Administração da Iberomoldes SA, dando o exemplo do Japão, uma das economias mais competitivas do mundo, falou da importância de se apostar na formação.

Henrique Neto colocou a tónica da sua intervenção na importância do conhecimento e formação para o desenvolvimento económico, apontando como uma meta importante o reforço da comunicação entre o sector empresarial e outros sectores da sociedade, nomeadamente o educacional, o que na sua opinião não tem acontecido em Portugal.

Para o orador não há alternativa ao conhecimento/saber na sociedade moderna e não existe conhecimento útil sem modelos de educação adequados e sem estratégia de desenvolvimento (pessoal e profissional). Uma afirmação que lhe é cara “se acha a formação cara, tente a ignorância” exprime o cerne do seu pensamento nesta matéria. O objectivo é dramatizar o facto de que não existe alternativa ao conhecimento na batalha da competitividade das empresas e das nações. Podemos discordar da forma de aquisição do conhecimento, mas todos estamos de acordo com a necessidade de saber. Usando as suas próprias palavras, “O progresso económico e social de Portugal, no contexto da União Europeia e da globalização, passa pelo desenvolvimento de um sector produtivo moderno, gerador de produtos desejáveis nos mercados externos, que privilegie a inovação e a diferença. O factor humano qualificado, culto e com a adequada formação científica, mais o acesso fácil, rápido e barato ao mundo através de transportes e de comunicações de última geração, serão os recursos essenciais”.

Na sua opinião, a formação científica e tecnológica, em todas as fases de ensino, do pré-escolar ao universitário, assume uma importância determinante, mas que não deve ser isolada de outros elementos como o desenvolvimento dos comportamentos sociais positivos, como a identidade, o trabalho de grupo, a iniciativa, o rigor, a solidariedade, a responsabilidade ou a inovação. Outro dos elementos que o orador salientou foi a existência de equilíbrio entre a formação teórica e a formação prática, iguais em dignidade; a criação de objectivos nacionais, para aprendizagem do Português e da Matemática, em todas as fases do ensino; a criação de uma rede nacional de empresas formadoras e de centros tecnológicos que, pela sua modernidade e qualidade, na utilização das novas tecnologias, colaborem com as instituições de ensino na formação tecnológica dos jovens.
Particularmente no que respeita à revisão curricular, Henrique Neto considera que temos que ter sucesso nas escolas. Tendo sucesso a escola, tem sucesso o aluno e, consequentemente, o país.

quinta-feira, julho 06, 2006

Todos Juntos... Força Cristiano!

http://fifaworldcup.yahoo.com/06/pt/w/bypa/results.html

Votem no Cristiano Ronaldo, embora tenham feito uma campanha contra ele para não ganhar o prémio de melhor jovem jogador temos de lutar e ajudá-lo como eles nos ajudaram.

Passem esta mensagem, não podemos ser humilhados pelos ... dos ingleses e franceses.

Ricardo Reis
Viva Portugal, Viva o Cristiano!!!

Portugal 0-1 França

Se não fosses tão teimoso...
Mesmo assim, obrigado Scolari!

segunda-feira, julho 03, 2006

Portugal 3-1 Inglaterra

Golos do Simão Sabrosa, do Helder Postiga e do Cristiano Ronaldo
Defesas do Ricardo

Portugal 1-0 Holanda

Golo do Maniche